Arquivo do blog

30 de mar de 2010

VIA SACRA ... DA I À IV ESTAÇÃO



ORAÇÃO INICIAL
 

Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15,5).

Ó meu Jesus, preparo-me neste instante pa­ra acom­panhar-Vos em Vossa Via Sacra. Nela eu Vos encontra­rei chagado, sem forças e en­san­güentado. Forte expres­são usa a Escritura ao referir-se à Vossa Paixão: “Eu po­rém, sou um verme, não sou homem, o opróbrio de to­dos e a abjeção da plebe” (Sl 21, 7). Muito diferente está Vossa Divina figura d’Aquela que os Apóstolos con­templaram no Tabor, ou caminhando sobre as águas, ou curando os enfermos. Nessa divina tragédia verei estampada a feiúra e a maldade de meus pecados. Aos Vossos pés deposito minhas misérias e peço-Vos per­dão pela enorme culpa que tenho em Vossos tormentos!
Recorro, para isso, à intercessão da Virgem Dolo­rosa. Que Ela me cubra com seu maternal manto, au­xiliando-me a unir-me a Vós e também a abraçar a minha cruz. Amém.


VIA SACRA

I ESTAÇÃO – Jesus é condenado à morte

V/. Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R/. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Imagem_1Pilatos tornou a entrar no pretório, chamou Jesus e disse-Lhe: “Tu és o rei dos judeus?” (…) Respondeu Jesus:” O Meu Reino não é deste mundo; se o Meu Rei­no fosse deste mundo, pelejariam os Meus servos, para que Eu não fosse entregue aos judeus; mas o Meu Reino não é daqui” (Jo 18,33 e 36).
Pilatos (…) fez com que lhe trouxessem água, lavou as mãos diante do povo e disse: “Sou inocente do san­gue deste homem. Isto é lá convosco!” E todo o povo res­pondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!” Libertou então Barrabás, mandou açoitar Jesus e lho entregou para ser crucificado (Mt 27, 24-26).
Jesus, ao afirmar não ser o Seu reino deste mundo, não deixa de querer ser o Rei dos nossos corações. Ele irá entregar-Se nas mãos dos carrascos por amor a nós. Neste momento de Sua prisão, não devemos oferecer-Lhe também nossos corações?
Não quero ser neutro face a esse profundo desejo de Jesus. Essa foi a grande falta cometida por Pilatos: a neutralidade diante de um apelo divino e de uma cri­minosa acusação.
Jesus está a implorar meu coração neste passo da Paixão, Ele quer a minha santificação.

Ó meu adorável Jesus, vejo o enorme peso dos meus pecados no ódio dos que Vos rejeitam. Aceitai, Senhor, o meu pobre coração e assumi-o como Rei e dono ab­so­luto. Estou seguro de que se assim o fizer­des, jamais Vos ofenderei.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.
R/. Tende piedade de nós.
V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.
R/. Amém.

II ESTAÇÃO – Jesus Carrega a Cruz às costas

V/. Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R/. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Imagem_2Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direcção ao lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota (Jo 19, 17).
Em verdade, Ele tomou sobre si nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos (Is 53, 4).
Jamais um romano poderia ser condenado à morte de crucifixão, por ser a cruz o símbolo máximo da de­sonra, reservada aos piores criminosos. Mas o sinal da vergonha por excelência foi abraçado por Jesus, “Ele próprio carregava a sua cruz…”
Neste passo da Paixão, Jesus toma sobre Seus ombros adoráveis os meus pecados. Entretanto, o Divino Redentor é Rei tão grandioso que transformará a cruz em objecto de elevada nobreza e distinção. Ela será co­locada no alto das igrejas, nas coroas dos Reis… e será a paixão dos santos.
Que devo eu oferecer a Jesus neste momento em que O vejo beijar a cruz?

Ó Jesus meu! Ao ver-Vos ajoelhado para abraçar o instrumento do Vosso suplício, lanço-me a Vossos pés contrito e humilhado. Consumi todas as minhas culpas na Vossa infinita misericórdia e transformai-as em mais uma coroa de Vossa glória.

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores
R/. Tende piedade de nós.
V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.
R/. Amém.

III ESTAÇÃO – Jesus cai pela primeira vez

V/. Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R/. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo
.
Imagem_3Mas Ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades. O castigo que nos salva pesou so­bre Ele, e fomos curados graças às suas chagas (Is 53, 5).
Terríveis são os nossos crimes, eles fazem cair um Deus feito homem!
Não era longo o caminho até ao Calvário. Contudo, o esgotamento produzido pela flagelação… a co­roa­ção de espinhos… a noite sem dormir…
Ele bem poderia negar-Se a continuar a Sua Via Sacra. Bastaria todo o ocorrido para justificar uma incapacidade de prosseguir. Mas, Ele deseja ensi­nar-nos a nunca desanimar, a jamais desistir. Neste passo, Ele demonstra estar disposto a nos reerguer de nossas que­das, por piores que sejam.

Ó Jesus, castigado pelos meus crimes, elevai-me desta situação em que me encontro, produzi em mim uma verdadeira conversão, para que eu retorne ao caminho de minha salvação e nunca desanime de a alcançar. Que eu deteste tudo aquilo que me separa de Vós. Que eu morra para o pecado e, quando cair, jamais desconfie do Vosso socorro.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória.
V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.
R/. Tende piedade de nós.
V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.
R/. Amém.
 
IV ESTAÇÃO – Encontro de Jesus com sua Mãe

V/. Nós Vos adoramos, ó Cristo, e Vos bendizemos.
R/. Porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Imagem_4Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Eis que este Menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma (Lc 2, 34-35).
Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta (Lm 1, 12).
“Sua mãe guardava todas estas coisas no seu co­ra­ção” (Lc 2, 51). Devia Ela lembrar-se com exatidão das palavras do Arcanjo São Gabriel durante a Anunciação: “Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente na casa de Jacob, e o seu reino não terá fim” (Lc 1, 32-33).
Mas como será esse trono e esse reino, deveria pen­sar Ela, se meu Filho é uma só chaga da cabeça aos pés, sem forças sob o peso da cruz?
Maria, por sua sabedoria, conhecia profundamen­te a imensa gravidade do pecado. Mas seria neces­sá­rio levar as coisas a esse ponto? Quem poderia imaginar cena mais trágica? Uma espada de dor penetrou em sua alma puríssima e ali depositou um sofrimento lancinante.

Ó Virgem Dolorosa, perdão! Perdão pela grande culpa que tenho neste passo da Paixão. Agradeço-Vos por Vos terdes associado aos tormentos de Vosso Divino Filho para me redimir. Ó celeste Co-redentora, invoco essa sagrada troca de olhares entre Mãe e Fi­lho, em circunstâncias tão dramáticas, para implorar perdão.

Pai Nosso, Ave Maria, Gloria

V/. Sagrado Coração de Jesus, vítima dos pecadores.
R/. Tende piedade de nós.
V/. Pela misericórdia de Deus descansem em paz as almas dos fiéis defuntos.
R/. Amém.

Continua...
Padre João S.Clá Dias

















































































































































































Nenhum comentário:

Postar um comentário